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Hipermetropia

O que é?

A hipermetropia é uma alteração ocular que provoca a focalização errada da imagem por causa de uma [highlight]desproporção entre a força das lentes naturais do olho e o seu tamanho[/highlight] – pode-se pensar que o [highlight]olho é pequeno[/highlight] para a força das lentes.

Essa alteração produz um erro de refração em que [highlight]os raios de luminosidade só se focam atrás da retina[/highlight] e não em cima dela como em um olho sem alterações. Como os raios não atingem a retina em um único foco, a imagem fica distorcida.

A hipermetropia causa [highlight]dificuldades em enxergar objetos próximos[/highlight] e principalmente na leitura, apesar da visão de longe não se alterar tanto em graus baixos e quando ainda está dentro da capacidade de correção da própria musculatura ocular.

A hipermetropia é muito [highlight]comum na infância,[/highlight] pois os olhos das crianças são menores e ainda estão em fase de crescimento, porém, com o tempo, elas podem deixar de apresentar graus após o olho atingir o tamanho normal – o que ocorre na grande maioria dos casos.

Veja a imagem abaixo:

hipermetropia

 

Nela é possível verificar o que foi explicado. A luz, ao passar pela córnea e cristalino, é forçada a se focar em um único ponto. No entanto, como podemos ver, [highlight]em pacientes com hipermetropia o ponto focal fica atrás da retina, e não sobre ela como deveria ocorrer.[/highlight] Vejamos essa outra imagem:

olho normal

Note que o cristalino é suspenso por pequenas fibras que se conectam com a estrutura chamada de corpo ciliar (Ciliaty Body, na imagem). O corpo ciliar possui uma grande quantidade de fibras musculares que conseguem se contrair e mudar o formato do cristalino, de tal modo que ele [highlight]aumenta sua força e consegue focar os raios mais próximos à retina.[/highlight]

O que acontece é que essa musculatura possui uma força que cai com o passar dos anos. Em uma criança de 5 anos de idade, por exemplo, essa musculatura consegue contrair cerca de 4 graus de hipermetropia sem apresentar nenhum sintoma. Já um adulto de 35 anos, a musculatura consegue compensar até cerca de 1 grau. Dessa forma, chegamos a duas importantes conclusões:

  1. O grau da hipermetropia [highlight]nem sempre precisa ser usado[/highlight] (isso se ele estiver dentro da capacidade da própria musculatura e não tiver causando sintomas)
  2. O grau da hipermetropia [highlight]nem sempre precisa ser prescrito na sua totalidade:[/highlight] podemos apenas prescrever uma parte do grau, para que o resultado final fique dentro da capacidade daquela musculatura.

Obviamente, cada caso é um caso e o oftalmologista é o melhor profissional para decidir como será feito o tratamento desse pequeno problema.

Viu como é simples?

 

Sintomas

Os sintomas comuns da hipermetropia são:

  1. [highlight]Dores de cabeça[/highlight]
  2. [highlight]Desconforto ao focalizar imagens próximas[/highlight]
  3. Sensação de cansaço visual
  4. Visão que perde o foco após determinado período de leitura
  5. Sensação de peso nos olhos

A visão para longe, em graus pequenos e principalmente em pacientes com menor idade, costuma ficar intacta.

hipermetropia

 

Hipermetropia nem sempre precisa ser corrigida

Como vimos, a hipermetropia consegue ser inteira ou parcialmente corrigida pela própria musculatura ocular.

Principalmente em crianças, [highlight]nem sempre é necessário o uso de lentes corretivas,[/highlight] dependendo do grau, desde que não haja manifestação de sinais e sintomas, pois naturalmente haverá o retorno do tamanho dos olhos a normalidade sem ajuda de lentes corretivas. Ainda, devemos verificar se não existem outras alterações oculares que justificam o tratamento.

Tratamento da hipermetropia

O objetivo do tratamento para a hipermetropia é fazer com que a [highlight]luz seja direcionada para a retina[/highlight] – e não atrás dela – para que a imagem seja focalizada corretamente. Para tanto podem ser usadas [highlight]lentes corretivas, óculos, cirurgias refrativas a laser ou outros procedimentos que mudam o foco das lentes para a retina.[/highlight]

A escolha do tratamento fica a critério do oftalmologista, pois ele é o médico capaz de orientá-lo sobre a melhor forma de correção levando em conta a idade e estado geral de saúde.

 

Acompanhamento

Como em qualquer outra doença ou alteração ocular é sempre necessário um acompanhamento com um oftalmologista para fazer exames preventivos e avaliar o grau, detectando precocemente o surgimento de doenças mais sérias como catarata ou glaucoma. Sua visão é muito importante, não deixe de visitar seu [highlight]médico oftalmologista![/highlight]

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